<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467</id><updated>2011-05-31T15:42:32.135-07:00</updated><title type='text'>miradouro</title><subtitle type='html'>Por Miguel Santos e João Campos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://miradouro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108958952196095595</id><published>2004-07-11T16:18:00.000-07:00</published><updated>2004-07-11T16:45:21.960-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Então?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há pouco lembrei-me. O &lt;em&gt;Rock In Rio &lt;/em&gt;já passou faz um mês - deixando na memória cenas inenarráveis como os mais de quinhentos feridos no &lt;em&gt;mosh pit &lt;/em&gt;de &lt;em&gt;Slipknot &lt;/em&gt;e a &lt;em&gt;playback performance &lt;/em&gt;da &lt;em&gt;Britney. &lt;/em&gt;O Euro 2004 já se foi também, e, segundo quem do assunto percebe (ou diz que percebe), foi o melhor e mais competitivo de sempre, com prémios à organização. Pegunta: e então os atentados terroristas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108958952196095595?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108958952196095595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108958952196095595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108958952196095595' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108940991873794549</id><published>2004-07-09T14:46:00.000-07:00</published><updated>2004-07-09T14:51:58.736-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Surpresas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os últimos dias neste país são de surpresas. Primeiro, foi a nossa selecção de futebol a conseguir chegar à final do Europeu - coisa inimaginável - e, quando pensava que os rapazes afinal iam conseguir ganhar alguma coisa, deixam-se cair perante as ruínas da Acrópole. E depois é o nosso Presidente da República, frouxo por natureza, a finalmente tomar uma boa atitude no seu mandato e a não dissolver o Parlamento na sequência da demissão do Zé Manel. Interessante.&lt;br /&gt;Entretanto, estou quase de férias. Quase. Já faltou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108940991873794549?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108940991873794549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108940991873794549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108940991873794549' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108897541767570378</id><published>2004-07-04T14:05:00.000-07:00</published><updated>2004-07-04T14:12:13.946-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Auto-Estima&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E pronto. Lá se vão a inflamada auto-estima portuguesa e o orgulho nacional das últimas semanas num avião rumo à Grécia...&lt;br /&gt;Será que nesse avião vão também as bandeiras que coloriram o país..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108897541767570378?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108897541767570378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108897541767570378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108897541767570378' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108878645512371176</id><published>2004-07-02T09:28:00.000-07:00</published><updated>2004-07-02T09:43:49.060-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Timing&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Num momento particular em que o sentimento patriótico dos portugueses anda inflamado, colorindo as janelas, varandas e vestes dos portugueses por essa Lisboa fora - e, suponho, pelo resto do país também - em tons de verde, vermelho e amarelo, não deixa de ser irónico notar que a ausência desse sentimento manifesta-se, em primeira instância, nos quadros governativos do país - e refiro-me, concretamente, ao Zé Manel, nosso ainda primeiro-ministro. Confesso que quando soube da sua aparente nomeação para Presidente da Comissão Europeia considerei que ele, Zé, fizera bem em aceitar. No entanto, e vendo agora o caos político em que essa decisão mergulhou o país, não posso deixar de pensar que a sua atitude - do Zé - foi péssima. Se não, vejamos: A Coligação governa com maioria absoluta e, a bem dizer, não tem oposição - nem o PCP nem o Bloco de Esquerda constituem ameaça eleitoral, e o PS está, ainda, desacreditado, dividido, sem um líder que cative o eleitorado - não me venham dizer que Ferro Rodrigues é um líder; quanto muito, mesmo muito, será um idiota. E Zé não deixa nada alinhavado para a sua sucessão, polémica como acaba por ser qualquer assunto que envolva Santana Lopes. Dividiu o seu partido, fê-lo perder (ainda mais) credibilidade. E coloca o governo nas mãos de um Presidente da República frouxo e, pior do que tudo, socialista. Que se pode esperar? Daqui por dois, três meses estaremos em eleições. &lt;em&gt;Good timing, Durão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108878645512371176?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108878645512371176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108878645512371176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108878645512371176' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108870743304856882</id><published>2004-07-01T11:31:00.000-07:00</published><updated>2004-07-01T11:54:00.350-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Frequências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em as conversas do país se dividem entre política e futebol, dou por mim perdido em teorias de jornalismo sobre objectividade, relação com a História, deontologia e afins. Época de exames, meus caros. É o inevitável &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; de todos os académicos. Para mim, são uma tortura. Não por serem estupidamente difíceis - disso, não me posso queixar -, mas porque a minha mente tem a tendência da dispersão. É curioso constatar como, nesta época, voltam subitamente interesses por actividades que há algum tempo não praticava - li, nestas duas semanas, o livro &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0786911824/qid=1088707388/sr=1-1/ref=sr_1_1/103-8904099-0094254?v=glance&amp;s=books"&gt;Planeswalker&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (muito bom, mesmo) e recomecei a jogar &lt;em&gt;Starcraft&lt;/em&gt;. A inspiração para o meu &lt;a href="http://thedarkside.blogs.sapo.pt"&gt;lado negro&lt;/a&gt; e para escrever as minhas histórias voltou em força como há muito não vinha. E a concentração para o estudo diluí-se por entre isto tudo. &lt;em&gt;Oh well&lt;/em&gt;. Querem apostar como a inspiração se vai embora assim que eu despachar os exames..? &lt;em&gt;Morpheus&lt;/em&gt; tinha razão. &lt;em&gt;"O destino não existe sem uma ponta de ironia".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(pedido aos deuses para me aliviarem esta cruz)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108870743304856882?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108870743304856882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108870743304856882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108870743304856882' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108869028361389389</id><published>2004-07-01T06:56:00.000-07:00</published><updated>2004-07-01T06:58:03.613-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Análise ( I ):&lt;/strong&gt; A notícia da emigração política de Durão Barroso suscitou o problema da sua sucessão. Esta questão, contudo, não deve ser apreciada, sem que se estabeleça uma distinção prévia entre dois conceitos: o de legitimidade e o de estabilidade. Se aquele se integra na esfera teórica da democracia, este pertence já ao campo da praxis política. Entre as ideias mencionadas existe, no entanto, uma relação deveras estreita, que não pode ser obnubilada: a legitimidade de um representante determina a estabilidade de um sistema. Por isso, não me parece correcto sustentar a legitimidade de Santana Lopes, invocando a necessidade de tutelar a estabilidade política conquistada. Na verdade, este raciocínio é paradoxal, uma vez que legitimar a ilegitimidade conduz a desestabilizar a estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108869028361389389?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108869028361389389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108869028361389389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108869028361389389' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108863324140496090</id><published>2004-06-30T15:01:00.000-07:00</published><updated>2004-06-30T15:07:21.403-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Emoção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok. Desta vez nada de acusações. Eu tentei, a sério que tentei. Vi o jogo de Portugal contra a Holanda - bom, pelo menos a segunda parte - e, na companhia dos meus colegas cá do &lt;em&gt;bunker&lt;/em&gt; da Estrela, fui até à farra do Marquês. Tentei dar o meu contributo para a festa - saltei,  berrei, etc, etc. Mas não me emocionei. Nem no momento em que o árbitro fez soar o apito final do jogo, apurando a selecção portuguesa para a final do Europeu de Futebol - feito inédito na nossa história, segundo consta. Fiquei contente, é claro. Mas não sou capaz de grandes emoções por causa de um mero jogo. Afinal, em que vai isso alterar a minha vida..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108863324140496090?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108863324140496090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108863324140496090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108863324140496090' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108852858755569924</id><published>2004-06-29T10:02:00.000-07:00</published><updated>2004-06-29T10:03:07.556-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Real Confusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendentemente, pelo menos para mim, que tenho andado um bocado desligado do mundo, Sua Majestade, o rei Zé Manel I foi nomeado para presidente da Liga de Reinos Europeus (eu tenho razão quando digo que está tudo doido). E o ilustre reino de Portugal e dos Algarves, quase de forma instantânea, re-assume contornos de monarquia. E agora, meu Deus? Quem sucederá ao rei Zé? O príncipe Santana parece ser o filho varão que herdará a coroa. Mas o povo não gosta do filho bastardo, que para além da fama de polígamo e pecador, quase se enterrou no túnel que ele próprio mandou escavar, e pede revolução - e, para tal, convoca, via irritantes SMS (eu também recebi uma), um ajuntamento popular junto ao Palácio de Belém, moradia de outra ilustre figura do Reino, cuja utilidade ainda ninguém compreendeu assim muito bem, para exigir uma coisa estranha, e que creio ninguém saber exactamente o que é - eleições (ou alguém se lembra das últimas..?) - e a cabeça do infante Santana. Como resposta, ou então não, os partidários do rei Zé e do princípe Santana convocam um outro ajuntamento, à mesma hora e no mesmo local. Será que voltamos aos bons, velhos e saudáveis hábitos portugueses, e fazemos uma batalha campal em Belém para descontrair..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108852858755569924?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108852858755569924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108852858755569924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108852858755569924' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108837491567845068</id><published>2004-06-27T15:07:00.000-07:00</published><updated>2004-06-27T15:21:55.676-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Loucura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Loucura é ver como Portugal começou o seu Europeu e ver onde está. Loucura é ver os autoproclamados grandes do futebol a tombarem aos pés de Grécias enervantes e Repúblicas Checas brilhantes. Loucura é ver o Zé Manel (para alguns, Durão Barroso) a ser nomeado para chefe da Europa, e a deixar o país dele à beira de um ataque de nervos, nas mãos de um Presidente que, diga-se de passagem, não tem tomates para o cargo que ocupa, se calhar nem para dar conta da mulher (estou a ser mauzinho...). Loucura são as minhas frequências, que apenas me safisfazem sexualmente, visto que são umas fodas de todo o tamanho (desculpem a expressão os mais susceptíveis). Loucura é este calor infernal nesta cidade de doidos. Loucura é, agora que releio, este texto, mais quem o escreve quando indubitavelmente devia de estar a fazer algo de mais produtivo.&lt;br /&gt;Enfim. Que louco não seja quem o ler - ou então não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108837491567845068?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108837491567845068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108837491567845068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108837491567845068' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108785252318151035</id><published>2004-06-21T14:08:00.000-07:00</published><updated>2004-06-21T18:12:10.370-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Extremas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parece que anteontem teve lugar, em terras lusas, um encontro internacional de &lt;em&gt;skin-heads &lt;/em&gt;(já cá não bastavam os &lt;em&gt;hooligans&lt;/em&gt;...). Tendo as forças de segurança tomado nota da insólita ocorrência, prontamente montaram um dispositivo de segurança. Segundo consta, não houve distúrbios, para além da agressão, ou tentativa de, aos repórteres da SIC. Nada de mais; o curioso é que fiquei a saber que encontros de Extrema-Direita são proibidos, de acordo com a nossa Constituição (corrige-me, Miguel, se estiver errado). Pergunta: fará isto porventura sentido, sem serem proibidos também encontros comunistas e/ou (escolham os leitores a conjunção adequada para o caso) de Extrema-Esquerda? Ainda hei-de perceber por que são os crimes da Extrema-Direita tão veementemente condenados enquanto que os da Extrema-Esquerda são vistos com olhos mais brandos, quando - e aqui está o toque de ironia da questão -, só nos &lt;em&gt;gulags&lt;/em&gt; da Sibéria, Estaline matou muito mais do que Hitler no Holocausto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108785252318151035?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108785252318151035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108785252318151035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108785252318151035' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108781992537234279</id><published>2004-06-21T04:45:00.000-07:00</published><updated>2004-06-21T05:12:05.373-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Comentário:&lt;/strong&gt; Findos os encontros futebolísticos, o meu amigo João Campos reconheceu que se equivocara e comentou esse facto. A primeira atitude patenteia a sua incomensurável humildade, na medida em que admitiu o seu erro. A segunda revela a sua bondade natural, dado que omite um aspecto crucial: quer a Rússia, quer Portugal, foram devorados pela sorte. Em todo o caso, parabéns sortudos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108781992537234279?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108781992537234279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108781992537234279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108781992537234279' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108776836897485412</id><published>2004-06-20T14:48:00.000-07:00</published><updated>2004-06-20T14:52:48.973-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Erro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok. Enganei-me nas previsões. A euforia, as buzinadelas, a festa que se vêem e ouvem por essa capital fora (e certamente por todo o país) confirmam-no. Afinal, a Grécia não "devorou" a Rússia, nem Portugal foi derrotado por &lt;em&gt;nuestros hermanos&lt;/em&gt;. Que tenho eu a dizer? Duas coisas: 1ª - ainda bem que, desta vez, me enganei; 2ª - errar é, em última análise, não um defeito, mas uma virtude humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(a reformular a sua bolsa de apostas)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108776836897485412?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108776836897485412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108776836897485412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108776836897485412' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108761923210619333</id><published>2004-06-18T21:11:00.000-07:00</published><updated>2004-06-18T21:27:12.106-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Príncipe Sapo:&lt;/strong&gt; Há dias falava aqui, neste espaço &lt;em&gt;online&lt;/em&gt;, sobre a autêntica "praga" de bandeiras de Portugal espalhadas pelas janelas e varandas de Lisboa - e a essas bandeiras me referi como sendo &lt;em&gt;a maior praga alfacinha desde a peste negra de 1385&lt;/em&gt; (opinião que mantenho). Mas há mais. Lisboa, a bem dizer, é uma cidade de pragas. Algumas delas importadas - imagine-se! - do Antigo Egipto, e das suas lendárias dez pragas. Refiro-me, concretamente, à praga das rãs, ou dos sapos. Não, não choveram rãs sobre a capital (pelo menos que eu saiba - há por essa cidade fora fenómenos mais invulgares; uma chuva de rãs não causaria assim tanta estranheza...). Mas foi indubitavelmente caricato aquele momento, no bar "Arroz Doce", do Bairro Alto, em que um marroquino da espécie &lt;em&gt;qué frô?&lt;/em&gt;, qual ilusionista a retirar coelhos brancos da cartola, saca de uma marioneta em forma de sapo do seu bolso surrado - marioneta essa que, ao ser apertada, punha quase um quilómetro de língua de fora. E que, para completar o quadro, coaxava - ou emitia qualquer ruído aproximado. E não esqueçamos o anel com luz intermitente e florescente que, orgulhosamente, ostentava no dedo. Não deixam de ser curiosos estes importunos vendedores, que em toda a parte aparecem, com um punhado de rosas numa mão e sapos linguarudos na outra, com a arte de regatear na ponta da língua. Esta é uma das pragas da noite lisboeta - muito difícil de se lhe escapar. A dúvida que resta é a seguinte: será que os sapos não comem as rosas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos e Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108761923210619333?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108761923210619333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108761923210619333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108761923210619333' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108756923684224096</id><published>2004-06-18T07:16:00.000-07:00</published><updated>2004-06-18T07:33:56.843-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Futebol&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se, em circunstâncias normais, é o futebol que aquece o coração aos portugueses em geral, em tempos de Europeu de futebol por terras lusitanas a paixão torna-se em amor obsessivo - o que, diga-se de passagem, é muito bom para um 'quase' indiferente ao desporto rei como eu. Mas enfim - se é o futebol que está na ordem do dia, falemos, então, de futebol. &lt;br /&gt;Está toda a gente eufórica com a recente vitória da selecção das quinas sobre a Rússia. A esperança - sentimento tão caro ao povo português - renasceu em força. Os títulos da imprensa não ajudam - &lt;em&gt;"agora que venha a Espanha"&lt;/em&gt;, dizem eles.&lt;br /&gt;Claro que os portugueses não são muito bons a Matemática. Porque, se o fossem, veriam que nem tudo é assim tão simples. Em primeiro lugar, porque, em vésperas do último e decisivo jogo do Grupo A, deparamo-nos com uma Rússia desfalcada de alguns dos seus 'pilares' - como Mostovoi (perdoem-me eventuais erros: ainda não iniciei o meu curso de russo). Uma Rússia que certamente será devorada viva por uma Grécia surpreendentemente forte, que esmagou Portugal e bateu o pé à Espanha. E depois temos o nosso jogo final com a Espanha - sendo que &lt;em&gt;nuestros hermanos&lt;/em&gt; têm forçosamente de ganhar, se querem passar aos quartos de final. Nada mal. O calendário de jogos, à partida, tinha tudo para ser favorável aos portugueses; mas, ao perder com a Grécia, estragámos tudo.&lt;br /&gt;Mais a Sul, &lt;em&gt;os hooligans&lt;/em&gt; britânicos divertem-se a demolir o Algarve, a começar por Albufeira. Atrevo-me a dizer que, finalmente, há algo de positivo para Portugal neste Europeu (espero que o Miguel e a Lúcia me perdoem por esta..!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108756923684224096?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108756923684224096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108756923684224096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108756923684224096' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108730806278922822</id><published>2004-06-15T06:54:00.001-07:00</published><updated>2004-06-15T07:05:10.753-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fair-Play&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apesar de português (e particularmente farto de ver bandeiras por toda a parte, sintoma visível do surto epidémico de orgulho nacional que assola a capital, a maior praga alfacinha desde a peste negra de 1385), não torço mais pela nossa Selecção no Euro 2004 - atitude que nada tem que ver com a sua brilhante exibição frente à Grécia. É, pura e simplesmente, uma questão de segurança nacional. Agora estou com a Inglaterra. Se os adeptos ingleses, na euforia antes do jogo contra a França (que, ironia do destino, perderam, de forma não menos irónica), começaram a atirar granadas de gás lacrimogéneo contra os desgraçados dos marchantes de Santo António na Baixa, então imaginem se a selecção de Sua Majestade for eliminada. M-16? Granadas de fragmentação? Morteiros? Mísseis terra-ar? Deixem-nos ganhar. Se Lisboa se torna em Bagdad, ainda levamos cá com os americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108730806278922822?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108730806278922822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108730806278922822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108730806278922822' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108696678488031060</id><published>2004-06-11T08:04:00.000-07:00</published><updated>2004-06-11T08:13:04.880-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Super Rock&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A pergunta pertinente que me fica na ideia acerca do festival é a seguinte: "como paga alguém 38 Euros para andar à cacetada?".Claro que outra coisa não se esperava, tendo em conta o cartaz do primeiro dia, o único ao qual assisti.&lt;br /&gt;Contrariamente ao &lt;em&gt;Rock In Rio&lt;/em&gt;, esta edição do &lt;em&gt;Super Bock Super Rock&lt;/em&gt; foi excelentemente organizada. É verdade que o recinto ficava um pouco longe - mas ao menos é num espaço aberto sem cidade ali colada. &lt;br /&gt;Acerca das bandas internacionais do primeiro dia:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pleymo&lt;/em&gt;: Interessante. Som forte, muito bom para pôr o público aos saltos e ao &lt;em&gt;mosh&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Static-X&lt;/em&gt;: Bons e violentos. Nunca levei tanta porrada na vida;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Muse&lt;/em&gt;: A surpresa. Fantásticos, grande presença em palco;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Linkin Park&lt;/em&gt;: Não falo de &lt;em&gt;Linkin Park&lt;/em&gt;. Vi-os pela segunda vez - e continuo sem saber bem o que dizer. Geniais.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;KoRn&lt;/em&gt;: Não faço ideia. Foi quando me vim embora - já não queria levai mais porrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108696678488031060?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108696678488031060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108696678488031060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108696678488031060' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108670089555841452</id><published>2004-06-08T05:57:00.000-07:00</published><updated>2004-06-15T07:08:47.713-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Never change:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Há dias atrás, li num dos nossos títulos "de referência" a coluna de um senhor, que dizia que mais nenhuma capital europeia aceitaria realizar o &lt;em&gt;Rock In Rio&lt;/em&gt;. Pois bem; o festival já acabou, e, apesar de não ter ido a nenhum dos dias, sou forçado, por aquilo que vi, que ouvi e que li, a concordar. Afinal, o que Lisboa ganhou com o &lt;em&gt;Rock In Rio&lt;/em&gt;? &lt;br /&gt;Desde o início que o festival se revelou um erro de concepção. E podemos começar com a distribuição dos concertos por os diferentes dias. &lt;em&gt;Foo Fighters &lt;/em&gt;com &lt;em&gt;Evanescence&lt;/em&gt;? &lt;em&gt;Slipknot &lt;/em&gt;com &lt;em&gt;Incubus&lt;/em&gt;? Haja juízo. As bandas nada têm que ver umas com as outras, e por isso o seu público seria, à partida, completamente diferente. Junte-se a isto uma venda de bilhetes não só excessivamente cara como também absolutamente disparatada (será que nunca ouviram falar em bilhetes de vários dias..?). E depois temos as datas em si: para quê um intervalo de quatro dias?&lt;br /&gt;Pena tenho dos moradores da Gago Coutinho e arredores, que ganharam umas belas insónias. Se pusessem os olhos nos nossos festivais de Verão, perceberiam que o facto de eles serem realizados nos arredores de localidades não é bem por acaso...&lt;br /&gt;Uma pergunta que considero pertinente: porque era o nome do Festival "&lt;em&gt;Rock In Rio&lt;/em&gt;", quando &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt; foi o que houve menos? Tivemos &lt;em&gt;Ivete Sangalo &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Daniela Mercury &lt;/em&gt;com a sua musiquinha brasileira, &lt;em&gt;Britney Spears &lt;/em&gt;(boa sessão de &lt;em&gt;strip&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;playback &lt;/em&gt;melhor ainda) e companhia na &lt;em&gt;Pop&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sepultura, Moonspell e Slipknot &lt;/em&gt;no &lt;em&gt;metal&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Metallica&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Evanescence&lt;/em&gt; nos seus estilos mais ou menos híbridos, &lt;em&gt;techno&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;house&lt;/em&gt; em barda... e &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt;? Salvam-se &lt;em&gt;Foo Fighters, Incubus, Paul Mac Cartney&lt;/em&gt; e os nossos &lt;em&gt;Xutos&lt;/em&gt;. Dê-se o desconto ao &lt;em&gt;Sting&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A boa notícia: apesar de, aparentemente, a venda de bilhetes ter ficado áquem das expectativas, a experiência é para se repetir em 2006. &lt;em&gt;Great&lt;/em&gt;. O que comprova a quase genética mania das grandezas dos portugueses. O tal colunista tinha razão. Há mesmo coisas que nunca mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(à espera do &lt;/em&gt;Superbock Super Rock&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108670089555841452?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108670089555841452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108670089555841452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108670089555841452' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108652836409026901</id><published>2004-06-06T06:21:00.000-07:00</published><updated>2004-06-15T07:09:14.760-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Conversa de pai para filho:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pai) - Um rebanho é um conjunto de ovelhas. Certo?&lt;br /&gt;(Filho) - Sim.&lt;br /&gt;(Pai) - Uma vara é de porcos... e de bois e vacas? É uma manada, não é?&lt;br /&gt;(Filho) - É.&lt;br /&gt;(Pai) - Então e de bestas? Sabes como é?&lt;br /&gt;(Filho) - Sei, sim. É a Assembleia da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108652836409026901?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108652836409026901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108652836409026901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108652836409026901' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108611467002969693</id><published>2004-06-01T11:19:00.000-07:00</published><updated>2004-06-01T11:31:10.030-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Feira do Livro:&lt;/strong&gt; Ontem, decorreu, na Feira do Livro, uma tertúlia política e literária. Nela, participaram Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Alegre e Jacinto Lucas Pires. Os motes que dominaram a sessão foram o significado da globalização, a função da poesia e a relação entre o campo político e a esfera literária. Não percam oportunidades como esta. Estejam atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108611467002969693?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108611467002969693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108611467002969693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108611467002969693' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108592788368311639</id><published>2004-05-30T07:29:00.000-07:00</published><updated>2004-05-30T07:39:00.280-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Esperança: &lt;/strong&gt;Nunca admirei qualquer filme da saga &lt;a href="http://www.whatisthematrix.com"&gt;"Matrix"&lt;/a&gt; somente pela dimensão assombrosa dos seus efeitos especiais ou meramente pela sua história original. O fascínio e a magia da trilogia reside em pequenas cenas e trechos de diálogo que atestam a genialidade da concepção e têm o condão de perturbar mentes ingenuamente serenas - ou não. &lt;em&gt;"Esperança. A mais refinada contradição humana. Simultaneamente a fonte da sua maior força e a sua maior fraqueza"&lt;/em&gt;, são as palavras enigmáticas proferidas pelo &lt;em&gt;Arquitecto&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;Reloaded&lt;/em&gt;. Que querem elas dizer? Muitas coisas diferentes, em muitos contextos distintos. Vamos para a minha realidade e para a minha ironia. Não percebi como posso ser ingénuo ao ponto de esperar que as coisas agora mudem na minha terra. É evidente que a Câmara Municipal de Odemira, liderada pelo socialista e incompetente Camilo, na melhor das hipóteses, só irá mexer alguma palha em Sabóia e outras zonas do Interior esquecido na altura de campanha eleitoral para as Autárquicas. Acertasse eu assim no Totoloto e estava rico. É triste, mas é verdadeiro. Os políticos são tão básicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108592788368311639?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108592788368311639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108592788368311639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108592788368311639' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108576013769430843</id><published>2004-05-28T08:56:00.000-07:00</published><updated>2004-05-28T09:02:17.693-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mudança: &lt;/strong&gt;Quem me leu nos tempos em que o meu &lt;a href="http://thedarkside.blogs.sapo.pt"&gt;lado negro&lt;/a&gt; era, antes da manifestação &lt;em&gt;(meta)&lt;/em&gt;física da minha imaginação e da minha essência, um espaço onde também dava largas à minha habilidade crítica, escrevendo algumas crónicas, decerto se recordará de um longo artigo sobre a Câmara Municipal lá da terrinha - Odemira - e dos disparates que tão bem sabem fazer. Bom. Há duas semanas que não volto à aldeia. Quando de lá parti da última vez, não havia nada de novo (típico). Volto daqui a pouco, no Inter-Regional do Sul. A expectativa é grande, e cresce a cada minuto. Será que alguma coisa mudou? E, quando digo isto, penso no seguinte: será que a minha casinha nova já tem electricidade, telefone (Internet) e um arruamento mais decente ao pé da porta..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108576013769430843?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108576013769430843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108576013769430843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108576013769430843' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108574349209744921</id><published>2004-05-28T04:20:00.000-07:00</published><updated>2004-05-28T04:24:52.096-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Memorando:&lt;/strong&gt; O 28 de Maio de 1926 celebra, hoje, o seu septuagésimo oitavo aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108574349209744921?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108574349209744921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108574349209744921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108574349209744921' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108561081169817076</id><published>2004-05-26T15:25:00.000-07:00</published><updated>2004-05-26T15:33:31.696-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tendência ou Progressão: &lt;/strong&gt;Discute-se, numa reunião do curso de Jornalismo que frequento, a questão de, na Constituição, constar que o ensino superior público é, ou deve ser, &lt;em&gt;"progressivamente"&lt;/em&gt; gratuito. O que, na opinião de um dos oradores, é pior do que ser &lt;em&gt;"tendencialmente" &lt;/em&gt;gratuito. Indiferente para mim. Essa questão sobre o ensino superior, como tantas outras, é análoga a uma recta que caminha para o infinito - aproximamo-nos dele, mas ninca lá chegamos efectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108561081169817076?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108561081169817076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108561081169817076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108561081169817076' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108551948985653026</id><published>2004-05-25T13:39:00.000-07:00</published><updated>2004-05-25T14:11:29.856-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sugestão:&lt;/strong&gt; Deleitem-se com os versos seguintes do poema &lt;em&gt;25 de Abril&lt;/em&gt;, de Nuno Júdice: "Mas quem ganhou?/ Ninguém? Todos? Todos e ninguém, no fundo, como se viu/ à medida que o tempo passou, e a revolução foi dando/ os seus frutos, caindo com o outono, desabrochando nalgumas/ primaveras, mas acabando, como todas as revoluções, no ritmo/ normal das estações e do tédio do tempo." Poucos devem ter retratado, com este realismo, o fenómeno político, ocorrido no dia 25 de Abril. Poucos devem ter entendido que a vitória pertence a todos e a ninguém. Poucos devem ter divisado que a revolução se converte no tédio. Poucos devem ter compreendido que a essência da democracia é o sucesso de todos e de ninguém, primeiro, e o advento doloroso da monotonia, depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108551948985653026?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108551948985653026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108551948985653026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108551948985653026' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108548318280531423</id><published>2004-05-25T03:49:00.000-07:00</published><updated>2004-05-25T04:06:22.806-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Paciência: &lt;/strong&gt;Apanho o autocarro 58 da Carris em Benfica, junto à universidade, com o intuito de regressar ao meu &lt;em&gt;bunker&lt;/em&gt;. Vejo-o chegar, a expectativa e o desejo de me ir embora desvanece-se no ar como o fumo cinzento do seu escape à medida que o vejo aproximar-se do apeadeiro. Deixo de ver um autocarro; passo a ver uma lata de sardinhas amarela, gigante, com rodas. Suspiro e entro (Eufemismo: senti-me apertado). Dou graças a Deus pelos meus 185 centímetros de altura, que afastam o meu nariz da axila infecta de alguém. A cada paragem sai uma pessoa, entram quatro. Quando não mais (&lt;em&gt;"look at them... like flies to cow pies..." &lt;/em&gt;é o pensamento triste que me atravessa a mente). A situação toca os limites do absurdo. Toda a gente a reclamar, a barafustar. Pára o autocarro, mais uma manada desenfreada que invade aquele espaço aos empurrões. O espaço desaparece, deixei de precisar de me segurar onde quer que fosse, uma vez que não havia para onde cair. Uma senhora, muito dona de si, num claro grito de ordem como se ali tivesse algum poder, querendo à força entrar num espaço que já ultrapassara a lotação esgotada havia muito, brada aos céus &lt;em&gt;"Furem! Furem!"&lt;/em&gt;. Resposta categórica de outra senhora, evidentemente não menos iluminada: &lt;em&gt;"Ó minha senhora! Quem fura é o Black &amp; Decker!"&lt;/em&gt;. Gargalhada geral, resmungos irados entredentes, que a frontalidade há muito se perdeu. Olho a custo pela janela, ainda tanto caminho pela frente. Shakespeare podia ter alguma razão ao afirmar que &lt;em&gt;"a paciência é a mais nobre das virtudes"&lt;/em&gt;. Mas Shakespeare nunca viajou com a Carris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108548318280531423?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108548318280531423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108548318280531423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108548318280531423' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108534073300786765</id><published>2004-05-23T12:07:00.000-07:00</published><updated>2004-05-23T12:35:36.076-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Direitos Humanos: &lt;/strong&gt;Hoje, por volta das dezassete horas, pela segunda vez em sete meses - nos sete meses que recentemente se completaram desde que vim para Lisboa estudar - fui assaltado. Desta vez, por três individuos caucasianos (pormenor importante - a ver se os mitos de que só indivíduos de etnia africana assaltam), na estação de metro do Areeiro. Ameaça de arma branca. Roubo de telemóvel e alguns trocos - o comum nos dias de hoje. O meu &lt;em&gt;'id'&lt;/em&gt; a saltar cá para fora, loucuras de raiva a invadirem-me a mente em catadupa. É irónico quando recordo as palavras de um senhor iluminado, colunista num jornal dito "de referência" da nossa praça, quando se insurge contra algumas situações da actualidade nesta nossa "ocidental praia lusitana" - entre elas, o facto de os estabelecimentos prisionais estarem cheios de "pequenos criminosos". Proponho, então, que esses "pequenos criminosos", indubitavelmente boa gente, vão todos morar para a vizinhança do dito colunista. Pode ser que um bom banho de realidade o faça compreender o mundo em que vive. Para mim, estes pequenos criminosos deviam era ser violentamente punidos - com penas pesadas e &lt;em&gt;"enxertos de porrada"&lt;/em&gt;. Radical? Longe disso. A cidade é dos cidadãos que para ela contribuem - não para delinquentes que vivem a semear o medo por essas ruas fora. Quando, em tempos idos, as forças de segurança tinham &lt;em&gt;efectivamente &lt;/em&gt;autoridade, estas coisas aconteciam menos. Porquê? Os assaltantes sabiam que se fossem capturados, levavam no lombo como gente grande. Agora, passam uma noite na prisão - se tanto - e voltam cá para fora para continuar. De quem é a culpa? Da polícia não será, certamente. Aliás, dou nota 10 aos polícias que receberam a minha queixa na 22ª esquadra da PSP, ao Rato. Mas eles têm os pés e as mãos atadas por uma lei e por uma Declaração Universal dos Direitos Humanos que beneficia o infractor, não a vítima. Por uma Declaração Universal dos Direitos Humanos que &lt;em&gt;"moralmente"&lt;/em&gt; protege aqueles que em primeira instância a não respeitam. Não sou a favor da política vingente em Israel do &lt;em&gt;"olho por olho, dente por dente". &lt;/em&gt;Mas como as coisas estão hoje, caminhamos para o caos. Decididamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108534073300786765?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108534073300786765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108534073300786765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108534073300786765' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108531252922775537</id><published>2004-05-23T04:30:00.000-07:00</published><updated>2004-05-23T04:42:09.226-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Arte política &lt;em&gt;(visão de João Campos)&lt;/em&gt;: &lt;/strong&gt;O meu ponto de vista sobre o tema lançado pelo meu camarada, Miguel Santos &lt;em&gt;(so you weren't gone yet, huh?)&lt;/em&gt;, no seu artigo de 20 de Maio: A política em Portugal faz-se, acima de tudo, através da incoerência. Não através da retórica e da eloquência, como deveria ser, na minha opinião (a título de curiosidade, &lt;em&gt;Dennis McQuail &lt;/em&gt;discordou dela num palestra sobre os meios de comunicação social, dizendo ironicamente que um Estado não é, e ainda bem, governado por filósofos (ele diz ainda bem... e eu, ainda mal)). E isto porquê? Porque na "dança das cadeiras" das eleições entre rosas e laranjas, o que o partido da oposição rejeita realiza quando é governo. E aquilo que o governo faz critica quando está na oposição. &lt;em&gt;And so on. &lt;/em&gt;Que quer isto dizer? Que os nossos políticos, de uma maneira geral, estão a anos-luz de serem bons. Ou até razoáveis. Não primam pela excelência. Mas pela incoerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108531252922775537?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108531252922775537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108531252922775537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108531252922775537' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108515408758890369</id><published>2004-05-21T08:39:00.000-07:00</published><updated>2004-05-21T08:41:27.586-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Arte política:&lt;/strong&gt; A política é uma arte. Na verdade, requer o condão da eloquência, que corresponde à forma, e o atributo da criatividade, que representa a substância. Um político deve, portanto, dotar as suas acções de criatividade e de eloquência. Quem reunir estas qualidades merece a denominação de artista político. Todavia, as categorias de artistas políticos são imensas. No parlamento português, por exemplo, detectam-se algumas dessas categorias. Considere-se, a título elucidativo, o caso do Bloco de Esquerda. Neste partido, acham-se inúmeros artistas políticos que, na minha opinião, se enquadram, não em uma, mas em duas correntes artísticas: o Dadaísmo, ou Movimento Dadá, e o Abstraccionismo. No primeiro, visto negarem a política pela política, rejeitando automaticamente todas e quaisquer propostas, oriundas de uma associação que não a sua; no segundo, por agirem abstractamente, adoptando uma conduta indistinta, que, em tempo algum, permitirá aos cidadãos deslindar os ideais e os propósitos, subjacentes às suas posições. Em suma, seguem o emblema dadaísta - "negar a arte pela arte" - e concomitantemente o abstraccionista - "cultivar o abstracto". Posto isto, julgo que devo aconselhar Francisco Louçã a modificar o seu comportamento, sob pena de lhe ser conferida a designação, ou de Louçaísmo, ou de Movimento Louçã. Porém, os artistas são irreverentes. E os políticos, sobretudo os da oposição, também. Nada há que se possa fazer. A arte política é assim. Irreverente. Insubmissa. E, por vezes, ininteligível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108515408758890369?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108515408758890369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108515408758890369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108515408758890369' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108507069197163280</id><published>2004-05-20T09:28:00.000-07:00</published><updated>2004-05-20T09:31:31.970-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Caros leitores:&lt;/strong&gt; O momento presente é, para os estudantes, bastante atribulado. O tempo livre escasseia e não sobeja a disponibilidade intelectual. Enquanto aprendiz universitário, declaro-o e testemunho-o. Participo-vos, por isso, que, nas semanas subsequentes, não poderei consagrar a este blog o tempo justo. Apesar de não ser este o meu desejo, o hediondo cumprimento do dever impõe-se. De quando em vez, a obrigação conquista a esfera das prioridades e torna-se inevitável abdicar do prazer. A existência possui veredas, às quais nos não podemos furtar. Reconheço que sejam talvez absurdas. Mas o absurdo é intrínseco ao ser humano, na medida em que decorre da sua sociabilidade e lhe é imprescindível. Existir é ser absurdo. Quem divisar o sentido das coisas, transformar-se-á ou num animal, ou num deus. Os homens, esses, habitarão sempre o inexplicável. Jamais atingirão o entendimento cabal, que lhes permanecerá vedado pelo intransponível muro da razão. "Pensar é decompor", escreveu o génio modernista. "Amar é compreender", anoto eu. Amem a vida, o sol, o mar, o bosque, que mais não são do que a vida, o sol, o mar, o bosque. As coisas são só o são. E a filosofia, aclamada por numerosos ignorantes, constitui somente a via do embuste. Após estas divagaçõs fugazes, prometo apenas regressar integralmente à blogosfera, assim que me for possível. Não tenciono abandonar este espaço. Entretanto, publicarei alguns textos breves. E absurdos. Como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108507069197163280?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108507069197163280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108507069197163280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108507069197163280' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108498857061262907</id><published>2004-05-19T09:39:00.000-07:00</published><updated>2004-05-19T10:42:50.613-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ginástica espiritual:&lt;/strong&gt; Li, ontem, o ensaio &lt;em&gt;Dos Livros&lt;/em&gt;, de Montaigne. Nesta obra escanzelada, o renascentista francês propõe um método de leitura, sugere textos variegados, analisa a criação literária, reprova o burilado formal dos discursos de Cícero e dos diálogos de Platão, enaltece o labor dos historiadores e revela uma forma de suprir a debilidade da memória. Considerando os motivos apresentados, exorto-vos a que o levem para o ginásio, onde actualmente procuram esculpir os vossos corpos, porque, como afiança o seu autor, "quanto menos espírito têm, de mais corpo necessitam".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108498857061262907?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108498857061262907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108498857061262907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108498857061262907' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108496939989308553</id><published>2004-05-19T05:18:00.000-07:00</published><updated>2004-05-19T05:23:19.893-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Imagem:&lt;/strong&gt; Recordem o meu último artigo aqui publicado, intitulado &lt;em&gt;"Inovação"&lt;/em&gt;. Falei de Portugal e do espírito retrógado do seu povo. Hoje falo da nossa imagem no estrangeiro. Ou melhor: mostro a nossa imagem no estrangeiro. Nomeadamente, na Federação Russa, segundo um artigo publicado na &lt;em&gt;"Pravda"&lt;/em&gt;. Deixo aqui o link para a pequena página que criei, com o artigo em questão. Leiam e tirem as vossas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://portugalnopravda.no.sapo.pt/"&gt;Portugal na "Pravda"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108496939989308553?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108496939989308553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108496939989308553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108496939989308553' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108491411554952433</id><published>2004-05-18T13:23:00.000-07:00</published><updated>2004-05-18T14:01:55.550-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Duelo infinito:&lt;/strong&gt; "Se decidir avançar com a recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Pedro Santana Lopes defenderá o nome de Marcelo Rebelo de Sousa para Belém", anuncia hoje o &lt;em&gt;Diário de Notícias&lt;/em&gt;. O que terá conduzido Pedro Santana Lopes a ser tão mavioso com Marcelo Rebelo de Sousa? Imensas respostas podem ser apresentadas a esta questão. Mas só uma se me afigura plausível: instrumentalizando Marcelo, Santana tenciona afastar Cavaco e, através de uma prática insidiosa, tomar a fortaleza de Belém. O duelo continua. Desta feita, porém, com alguma subtileza. Não percam os episódios próximos. O futuro é promissor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108491411554952433?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108491411554952433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108491411554952433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108491411554952433' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108488672125954454</id><published>2004-05-18T06:17:00.000-07:00</published><updated>2004-05-18T06:25:21.260-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Inovação:&lt;/strong&gt; Esqueçam o sonho de tornar Portugal num país de gente civilizada, moderna e de mentalidade aberta. Essa ideia é mais uma utopia a cair no saco dos ventos de Éolo, condenada a lá permanecer ou a libertar-se e desaparecer. Mais de dois meses volvidos, e a esmagadora maioria dos alfacinhas ainda resmunga contra o novo sistema de validação digital de títulos de transporte da Carris, de cada vez que a maquineta lhes mostra a luz vermelha. Querem ser modernos e não entendem a tecnologia mais elementar. Preferem ignorá-la. É irónico como Salazar, afinal, foi muito bem sucedido (ainda se deve estar a rir na tumba...): a mentalidade que injectou a gerações a fio ainda subsiste, em pleno século XXI. O mal já deve ser genético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108488672125954454?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108488672125954454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108488672125954454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108488672125954454' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108486734501559678</id><published>2004-05-18T00:55:00.000-07:00</published><updated>2004-05-18T01:02:25.016-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Semana Académica:&lt;/strong&gt; Muito se tem falado da Semana Académica de Lisboa. Ou melhor: muito se tem criticado, sobretudo quando comparada com as suas congéneres de Coimbra ou Faro - com muitas actividades e excelentes concertos. Tudo bem. Mas estas críticas não conseguem alcançar a verdadeira dimensão da realidade. Uma realidade em que Lisboa, por si só, tem uma oferta cultural infinitamente mais vasta que Faro, que Coimbra ou até mesmo que o Porto. As actividades que por lá tornam a Semana Académica especial são mais ou menos banais na capital. Concertos? Não me gozem: vamos ter aqui à nossa porta o &lt;em&gt;Rock In Rio&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;Super Bock Super Rock&lt;/em&gt;, com bandas como &lt;em&gt;Linkin Park&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;KoRn&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Metallica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Incubus&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;N.E.R.D. (and so on)&lt;/em&gt; e artistas como &lt;em&gt;Lenny Kravitz&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Paul McCartney&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Avril Lavigne &lt;/em&gt;e tantos mais. Pergunta que se impõe: seria realmente importante a Associação Académica de Lisboa investir mundos e fundos num grande cartaz de concertos..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108486734501559678?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108486734501559678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108486734501559678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108486734501559678' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108482680250660427</id><published>2004-05-17T13:11:00.000-07:00</published><updated>2004-05-17T13:46:42.506-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Justiça:&lt;/strong&gt; Hoje, os portugueses questionaram-se incessantemente sobre a justiça da vitória benfiquista. Quanto a mim, isso é irrelevante. Como asseverou Shopenhauer, na sua última obra, &lt;em&gt;Parerga und Paralipomena&lt;/em&gt;, "a justiça, por si só, é impotente: o que governa, por natureza, é a força". Digamos que, se o F.C.P. representou a justiça, o S.L.B. personificou a força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108482680250660427?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108482680250660427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108482680250660427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108482680250660427' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108474796458122384</id><published>2004-05-16T15:13:00.000-07:00</published><updated>2004-05-16T15:53:17.690-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Racionalização.&lt;/strong&gt; Não sei se é justo vencedor ou não. Não vi o jogo; à hora da sua disputa, estava eu a atravessar o meu Alentejo num autocarro, na força do calor, com duas crianças particularmente irritantes atrás de mim. Mas fiquei contente: afinal, mesmo não sendo um fervoroso adepto, voltei a ver o Benfica ganhar um troféu. Adiante. Estava num táxi que me transpostava do Arco do Cego para o meu abafado &lt;em&gt;bunker&lt;/em&gt; da Estrela quando, na rádio, são emitidas as declarações de José Mourinho, treinador do F.C. Porto. Nem um comentário, naquele momento, sobre a derrota; apenas referências à presença dos dragões na final da Liga dos Campeões, que, segundo o &lt;em&gt;mister&lt;/em&gt;, é incomparavelmente mais importante que a Taça de Portugal. Até aqui, estamos de acordo. Mas nas palavras arrogantes de Mourinho sente-se uma coisa que há muito que deixou de ser novidade para mim. É uma doença nova. Chama-se "Racionalização", que, para quem não sabe, é um mecanismo de defesa do nosso Ego que procura uma justificação racional (uma desculpa) para um comportamento ou um acontecimento difícil de aceitar. Objectivo: reduzir a ansiedade e a frustração. Freud explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108474796458122384?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108474796458122384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108474796458122384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108474796458122384' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108462249415362811</id><published>2004-05-15T04:07:00.000-07:00</published><updated>2004-05-15T05:01:34.153-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Inveja:&lt;/strong&gt; Acordei, cumpri os deveres higiénicos, enverguei uma indumentária ligeira e rumei a um estabelecimento trivial, a fim de tomar qualquer coisa. Quando o invadi, dirigi-me ao balcão e pedi um pastel de nata e um café cheio. Enquanto ingeria o primeiro alimento da manhã, avistei uma mesa, onde nove pessoas cavaqueavam ruidosamente. Decorridos escassos minutos, uma senhora retirou da sua mala o telemóvel e, apartando-se do grupo, estabeleceu contacto com uma central de táxis. Como ignorava, todavia, o nome da rua em que se encontrava, solicitou à empregada que a auxiliasse. Para tal, sobrepôs à nuvem de palavras estrepitosas a sua voz tonitruante, bradando: "São três táxis!!! Três! Sim!! Três táxis!" Apenas terminou a chamada, exortou os que a rodeavam a encaminharem-se para o exterior, que ela mesma se encarregaria de cobrir a importância devida. Perto de cinco minutos depois, os táxis chegaram e a turma de amigos partiu. Nesse instante, entrou na venda um ancião que, conhecendo a balconista, lhe perguntou: "Já viu o filme &lt;em&gt;Feios, Porcos e Maus&lt;/em&gt;?" Ao que ela respondeu: "Não, só o &lt;em&gt;Nós, os Ricos&lt;/em&gt;." Ao presenciar este diálogo, ocorreu-me o nome de um humanista britânico, Francis Bacon, que, num ensaio intitulado &lt;em&gt;Da inveja&lt;/em&gt;, escreveu: "O homem que não tiver virtude própria sempre invejará a virtude dos outros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108462249415362811?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108462249415362811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108462249415362811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108462249415362811' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108445437268193838</id><published>2004-05-13T06:10:00.000-07:00</published><updated>2004-05-14T03:51:01.566-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Correntes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, recebo inúmeros e-mails cujo conteúdo já passou por milhares de imbecis antes de mim. Falo daquelas correntes ridículas, que despejam no nosso monitor lugares comuns, pedidos de ajuda idiotas e superstições medievais, e que nos rogam pragas se os não reencaminharmos para X pessoas num espaço de tempo Y. Alguns são mais imaginativos - a intensidade da praga é directamente proporcional ao número de pessoas para quem reencaminhamos a mensagem ou ao tempo que levamos a fazê-lo. &lt;br /&gt;O conteúdo? Mensagens amorosas, pedidos de ajuda, essencialmente. Mas por duas vezes recebi a imagem de um cadáver mutilado, com o texto "se não me reenviares, apareço-te no quarto esta noite e esfaqueio-te". Confesso que no momento em que vi este e-mail, o meu &lt;em&gt;id&lt;/em&gt; saiu cá para fora e tive um impulso para esfaquear a pessoa que mo enviou. Sinceramente... um cadáver?!?&lt;br /&gt;Com estes mails obtém-se um estudo sociológico interessante: as pessoas afinal não são tão idiotas como parecem. São mais ainda. Por acharem piada a reencaminharem &lt;em&gt;forwards&lt;/em&gt;, por perderem tempo a fazê-lo, por chatearem outros - como eu - com eles, e por acreditarem que poderão ter sorte ou azar no amor, na saúde, no trabalho. Quem perde tempo com &lt;em&gt;forwards&lt;/em&gt; deste tipo tem, a meu ver, uma clara disfunção emocional, para não dizer sexual. Recomendo psicanálise. Urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108445437268193838?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108445437268193838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108445437268193838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108445437268193838' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108445194545842707</id><published>2004-05-13T05:27:00.000-07:00</published><updated>2004-05-14T03:55:45.383-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Praxes.&lt;/strong&gt; Conversa com colega de estudos que numa questão de segundos se transforma em discussão. Tema: as praxes académicas, nomeadamente as de Coimbra. Atenção: não sou anti-praxe - longe disso, na verdade. Mas entendo a praxe académica como sendo um conjunto organizado de "brincadeiras" que funcionam num âmbito &lt;em&gt;puramente universitário&lt;/em&gt; e que, promovendo o à vontade entre caloiros e veteranos, facilita a integração dos primeiros, muitas vezes deslocados da sua terra natal. Não como um conjunto de actos humilhantes e absolutamente descontextualizados que atentam contra a integridade do novo aluno, que pouco à vontade se sente por estar num elemento que não é de todo o seu. Onde já se viu um caloiro em Coimbra não poder sair à vontade à noite, correndo o risco de cair nas garras puramente vigativas de uma "trupe" (perdão: de uma milícia terrorista não militarizada) e ser penalizado por isso através de castigos diversos? É isto que o centro da vida académica portuguesa chama de integração? Tudo bem, o erro deve mesmo ser meu, que lhe chamo atentado à liberdade individual de cada um. É triste eu, um académico que tanto se divertiu nas praxes da sua universidade, dizer isto. Na minha universidade a comissão de praxes recebeu os maçaricos com um espírito de pura bincadeira, e foi extremamente bem sucedida a alcançar a meta da integração. Mas é essa a diferença que os académicos de Coimbra, representados pelo Sr. Vítor Hugo Salgado (nem vou falar do colega... as suas aparições nos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; falam por si...) ainda não compreenderam, nem me parece que algum dia compreenderão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108445194545842707?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108445194545842707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108445194545842707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108445194545842707' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108426875763557758</id><published>2004-05-11T02:44:00.000-07:00</published><updated>2004-05-11T02:45:57.636-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Votos. &lt;/strong&gt;Eleições Europeias à porta. Bom. A sua importância creio que ainda ninguém compreendeu lá muito bem. O que, à partida, já por si é um incentivo à abstenção. Se já com as autárquicas ou as legislativas, que interferem de forma directa e clara com a vida de cada um, é o que é, então imaginem as europeias. Agora vejam o cenário. Estas eleições estão agendadas para dia 13 de Junho. Domingo. Feriado Municipal em Lisboa. Quase Verão – que é como quem diz, praia. Com jogos do Europeu de Futebol a decorrer e ainda os destroços do &lt;em&gt;Rock in Rio &lt;/em&gt;e do &lt;em&gt;Super Bock Super Rock&lt;/em&gt;. Ou seja: os mais de dois milhões de pessoas que (sobre)vivem na Área Metropolitana de Lisboa terão uma mão-cheia de coisas interessantes para fazer e, consequentemente, não votar. A nossa classe política está em pânico.&lt;br /&gt;Pessoalmente, sou contra a abstenção. Não critico quem por filosofia se abstém. Se na altura já estiver recenseado, e me encontrar aqui na aldeia (o que sinceramente duvido), irei votar. Em branco, mas votarei. É a melhor maneira de mostrar que não acredito na nossa classe política, independentemente da cor ou da direcção. Abster-me significaria que pura e simplesmente não acredito na democracia. Desta forma, marco a minha posição: acredito na democracia, mas não nos políticos (?) que por nós a representam. E, assim, como fui lá e votei, ainda fico com moral para poder dizer mal deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108426875763557758?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108426875763557758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108426875763557758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108426875763557758' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108419469198864317</id><published>2004-05-10T06:02:00.000-07:00</published><updated>2004-05-10T06:24:18.750-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Originalidade. &lt;/strong&gt; Recordo-me de uma música dos &lt;em&gt;Da Weasel&lt;/em&gt; (quando ainda eram, na minha modesta opinião, realmente bons) que, algures na letra, diz o seguinte: "Toda a gente quer fazer algo de original, acabando por copiar aquilo que acha original". Reconheça-se a validade e a genialidade à frase - é o que toda a gente hoje em dia procura. &lt;em&gt;Ser original&lt;/em&gt;. Ser diferente dos outros. Ser inovador. Acho bem. Mas calma - não quando se faz o que por estas bandas é mais usual - copiar boas ideias de outros e assumi-las como nossas. Escrevo contos, pretendo construir uma carreira de escritor. E, até à data, nenhum dos textos que escrevi é original. Sequer o pretende ser. Aqui, estou com &lt;a href="http://www.jpcoutinho.com"&gt;João Pereira Coutinho&lt;/a&gt;: o que escrevemos é resultado daquilo que lemos. Que, por sua vez, é resultado daquilo que outros escreveram. &lt;em&gt;And so on&lt;/em&gt;. Os meus textos reflectem simplesmente uma coisa: as diversas influências que neles convergem. Assumo-o sem complexos. Não serão talvez originais na sua essência; mas poderão ser originais na simbiose lhes deu forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108419469198864317?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108419469198864317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108419469198864317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108419469198864317' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108397712550694741</id><published>2004-05-07T17:28:00.000-07:00</published><updated>2004-05-07T17:49:53.873-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sigmund Freud&lt;/strong&gt;: Li, num comentário publicado no &lt;em&gt;Barnabé&lt;/em&gt;, que Sigmund Freud era, não um génio, mas um charlatão. Perante esta afirmação, sinto-me impelido a escrever que quem não reconhece o génio de Freud, não conhece o génio que não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108397712550694741?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108397712550694741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108397712550694741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108397712550694741' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108397593941283786</id><published>2004-05-07T16:40:00.000-07:00</published><updated>2004-05-07T17:30:07.873-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bibliófila&lt;/strong&gt;: Às oito horas e vinte e nove minutos, comprimida pela tripulação aglomerada, uma passageira vulgar, num comboio endossado ao Cais do Sodré, devotava-se ao &lt;em&gt;Vinho Mágico&lt;/em&gt; de Joanne Harris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108397593941283786?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108397593941283786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108397593941283786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108397593941283786' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108393775275398276</id><published>2004-05-07T14:55:00.000-07:00</published><updated>2004-05-07T07:00:19.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Exemplos de erudição&lt;/strong&gt;: Nas semanas derradeiras, assisti a dois louváveis exemplos de erudição, facultados por José Manuel Jara, licenciado em Medicina e autor de &lt;em&gt;Panfleto Anti-Império&lt;/em&gt;, e por Cristina Silva, doutorada em Psicologia e arquitecta de &lt;em&gt;A Mulher Transparente&lt;/em&gt;. Quer aquele, quer este, manifestam, indubitavelmente, uma zelosa relação com a língua portuguesa, pelo que não seria justo ignorá-los. Por isso, proponho-me registar, neste humilde &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, esses momentos áureos, que, enobrecendo a nossa língua, deveriam orientar todos os que amam a cultura lusitana. Após este breve elogio, do qual seria indigno prescindir, passo então à imortalização de ambos.&lt;br /&gt;Com efeito, o primeiro ocorreu na livraria Ler Devagar, onde, durante a apresentação do seu livro, o ilustre médico empregou, de forma incansável, a douta expressão "é assim", o que denota a sua inestimável riqueza vocabular. O segundo, por seu turno, verificou-se no programa televisivo &lt;em&gt;Livro Aberto&lt;/em&gt;, no qual, enquanto dissecava a sua obra, a eminente psicóloga não só utilizou a bela expressão "é assim", como também substantivou a preciosa palavra "perca".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quae cum ita sint&lt;/em&gt;, julgo ter ficado demonstrado que a vernaculidade linguística, atributo primacial da literatura portuguesa, subsiste ainda nesta &lt;em&gt;Magna Aldeia&lt;/em&gt;, cuja intelectualidade é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108393775275398276?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108393775275398276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108393775275398276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108393775275398276' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108393922863312980</id><published>2004-05-07T07:13:00.000-07:00</published><updated>2004-05-07T07:18:16.733-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Exemplos de erudição&lt;/strong&gt;: Nas semanas derradeiras, assisti a dois louváveis exemplos de erudição, facultados por José Manuel Jara, licenciado em Medicina e autor de &lt;em&gt;Panfleto Anti-Império&lt;/em&gt;, e por Cristina Silva, doutorada em Psicologia e arquitecta de &lt;em&gt;A Mulher Transparente&lt;/em&gt;. Quer aquele, quer este, manifestam, indubitavelmente, uma zelosa relação com a língua portuguesa, pelo que não seria justo ignorá-los. Por isso, proponho-me registar, neste humilde &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, esses momentos áureos, que, enobrecendo a nossa língua, deveriam orientar todos os que amam a cultura lusitana. Após este breve elogio, do qual seria indigno prescindir, passo então à imortalização de ambos.&lt;br /&gt;Com efeito, o primeiro ocorreu na livraria Ler Devagar, onde, durante a apresentação do seu livro, o ilustre médico empregou, de forma incansável, a douta expressão "é assim", o que denota a sua inestimável riqueza vocabular. O segundo, por seu turno, verificou-se no programa televisivo &lt;em&gt;Livro Aberto&lt;/em&gt;, no qual, enquanto dissecava a sua obra, a eminente psicóloga não só utilizou a bela expressão "é assim", como também substantivou a preciosa palavra "perca".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quae cum ita sint&lt;/em&gt;, julgo ter ficado demonstrado que a vernaculidade linguística, atributo primacial da literatura portuguesa, subsiste ainda nesta &lt;em&gt;Magna Aldeia&lt;/em&gt;, cuja intelectualidade é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108393922863312980?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108393922863312980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108393922863312980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108393922863312980' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108392310864987495</id><published>2004-05-07T02:39:00.000-07:00</published><updated>2004-05-07T02:51:02.076-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ouro:&lt;/strong&gt; Notícia que me entra na retina logo após o pequeno-almoço: a Al-Qaeda, da já estrela mundial Bin Laden, coloca a prémio a cabeça de algumas individualidades, entre elas, Kofi Annan, secretário-geral da ONU. Recompensa: dez quilos em ouro. Estranhos tempos, estes. Não pelo &lt;em&gt;bounty&lt;/em&gt;, mas pelo suporte da recompensa. Parece que afinal estamos todos enganados. Vai na volta, a época das Cruzadas medievais ainda não acabou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108392310864987495?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108392310864987495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108392310864987495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108392310864987495' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108392210521438292</id><published>2004-05-07T02:21:00.000-07:00</published><updated>2004-05-07T02:34:43.450-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Memória:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Em dois anos, a economia afastou-se da Europa"&lt;/em&gt;, dizem brilhantemente os magníficos &lt;em&gt;outdoors&lt;/em&gt; do Partido Socialista por essa Lisboa fora. Frase seguida de um cartão amarelo, à boa maneira do desporto que movimenta o povo português. Pois. É doença de político ter a vista cansada e a memória curta. Se os socialistas tivessem boa memória factual, não falavam em dois (2), mas sim em seis mais dois (6+2). Seis anos de governo guterrista em S. Bento, seis anos de um furacão rosa como a pantera (mas sem a piada e o charme desta) que devastou as contas públicas nacionais, &lt;em&gt;mais&lt;/em&gt; dois anos de governação laranja que, bem ou mal, mais não tem feito para além de tapar os buracos pelos anteriores deixados. Curioso. E ainda há quem diga que a História não se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108392210521438292?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108392210521438292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108392210521438292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108392210521438292' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108375893972884034</id><published>2004-05-05T04:58:00.000-07:00</published><updated>2004-05-05T05:16:37.936-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Inferno:&lt;/strong&gt; Regressam os dias cinzentos à ocidental praia lusitana e, com eles, a chuva irritante. Gosto muito de chuva. Mas quando estou no meu cantinho no Alentejo, a ver a chuva a cair através da janela, no conforto do meu quarto a fazer algo de que gosto. Não quando estou em Lisboa, com aulas às oito da manhã em Benfica - o que significa meia hora de autocarro, sem contar com o "funil" das Amoreiras (obrigado, senhor Marquês!), e com montes de coisas para fazer e outras que gostava &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; de fazer, sendo que todas essas coisas implicam sair do meu &lt;em&gt;bunker&lt;/em&gt; na Estrela. Molhar-me. Aguentar com as tossidelas e os espirros dos outros nas latas de sardinhas da Carris. Patinar nas calçadas por essa cidade fora. &lt;em&gt;Bloody hell&lt;/em&gt;. Creio que o imaginário cristão se enganou. Afinal, o Inferno não é um lugar escaldante de tonalidades rubras onde somos torturados por um ser maligno com rabo em seta e um par de cornos. Imagino mais o Inferno como um lugar cinzento, escorregadio, molhado - muito molhado - e com um carrada de gente chata que não conhecemos de parte alguma para aturar. Ou seja, Lisboa em dia de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108375893972884034?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108375893972884034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108375893972884034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108375893972884034' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108369726515628137</id><published>2004-05-04T11:24:00.000-07:00</published><updated>2004-05-04T12:08:25.106-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A solidariedade&lt;/strong&gt;: O confronto futebolístico, realizado no domingo último, constituiu, na minha opinião pouco fundada, um dos melhores espectáculos desportivos deste campeonato: as bancadas estavam lotadas, os jogadores revelaram profissionalismo e o árbitro foi justo. Contudo, proporcionou ainda a ocorrência de duas insólitas manifestações de solidariedade: a da Juveleo, que, pesarosa, decidiu consolar os seus ídolos, e a de José Eduardo Bettencourt, que, receoso, tentou proteger a camisola de Rui Jorge. Não restam, portanto, dúvidas de que o futebol oferece também instantes de solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108369726515628137?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108369726515628137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108369726515628137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108369726515628137' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108369070104154933</id><published>2004-05-04T10:02:00.000-07:00</published><updated>2004-05-04T10:19:35.780-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Experiência:&lt;/strong&gt; Numa altura em que o tempo e a inspiração (confesso-me culpado) andam a ser desviados para o meu lado mais &lt;a href="http://thedarkside.blogs.sapo.pt"&gt;sombrio&lt;/a&gt;, dou por mim a pensar, nem sei bem porquê, em experiência. Curioso, o termo. Mais ainda a sua operacionalização pelo senso comum. Toda a gente fala em conhecimento por experiência, toda a gente procura justificar as suas atitudes com recurso à sua experiência, toda a gente procura prever o futuro com base na experiência, fazendo tábua rasa de tudo aquilo que o Hume tentou ensinar. &lt;em&gt;Oh well.&lt;/em&gt; Acredito que a experiência realmente nos possa orientar acções presentes e futuras - afinal, o velho Oscar Wilde tinha razão quando dizia que "&lt;em&gt;experiência é o nome que damos aos nossos erros&lt;/em&gt;" (brilhante eufemismo) - mas daí a &lt;em&gt;efectivamente&lt;/em&gt; prever o futuro, calma. Vamos por partes. É a velha história do galo de Russell, malta. Um dia, o dono não lhe dará mais comida, mas fará dele comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108369070104154933?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108369070104154933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108369070104154933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108369070104154933' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108361756511826218</id><published>2004-05-03T12:16:00.000-07:00</published><updated>2004-05-03T13:56:53.013-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Não, Descartes&lt;/strong&gt;: Bonnot de Condillac, um notável filósofo gaulês do séc. XVIII, enceta o seu afamado &lt;em&gt;Tratado das Sensações&lt;/em&gt;, onde se patenteia a influência do empirista britânco John Locke, com a seguinte afirmação: "Por mais alto que subamos e mais baixo que desçamos, nunca saímos das nossas sensações". Nestas lúcidas palavras, reside a ideia de que o conhecimento germina, sempre, da dimensão sensorial do homem. Assim sendo, o entendimento poderá ser definido como a racionalização das impressões sensíveis e a existência humana tornar-se-á, então, na confluência das percepções físicas com as intelectuais. Posto isto, confesso que, se vislumbrar, algum dia, o espírito de René Descartes, lhe direi: "Não, Descartes: Sinto e penso, logo existo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108361756511826218?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108361756511826218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108361756511826218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108361756511826218' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108351962098436726</id><published>2004-05-02T10:39:00.001-07:00</published><updated>2004-05-02T10:46:05.043-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O 25 de Abril:&lt;/strong&gt; No trigésimo aniversário do 25 de Abril, realizaram-se inúmeros eventos, cujo propósito era, obviamente, o de comemorar a conquista, em Portugal, da democracia. Todavia, essa intenção não logrou concretizar-se. Transformou-se, pelo contrário, numa acesa manifestação, contra o polémico cartaz "Abril é Evolução", em particular, e contra a classe política dirigente, em geral. Os portugueses estão, pois, insatisfeitos com o actual estado da política nacional. Contudo, é este o verdadeiro produto da Revolução: uma sociedade democrática, que, havendo sido criada por homens, é, por natureza, imperfeita. Isto não pode, todavia, ser compreendido, sem um esforço de intelectualização do fenómeno revolucionário, que é somente um instrumento político. A organização política, que surge posteriormente, não deve, por isso, ser confundida com a via, que a ela conduziu, visto constituir uma realidade, com identidade própria. Convém, portanto, abandonar o sentimentalismo, que envolveu a revolução de 1974, e encarar a democracia hodierna, como o resultado da "vontade geral", que padece, no entanto, das enfermidades intrínsecas às construções humanas, cujo aperfeiçoamento depende apenas do racionalismo e da sensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Miguel Santos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108351962098436726?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108351962098436726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108351962098436726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108351962098436726' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108351957270725085</id><published>2004-05-02T10:39:00.000-07:00</published><updated>2004-05-02T10:43:53.746-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108351957270725085?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108351957270725085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108351957270725085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108351957270725085' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108346463588721549</id><published>2004-05-01T19:20:00.000-07:00</published><updated>2004-05-01T19:31:14.450-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pessimismo: &lt;/strong&gt;Estou em Santos à espera da malta para o jantar de aniversário do Miguel (parabéns!). Conversamos sobre assuntos diversos. Subitamente, deparamos com o autocarro 60 a subir a Rua das Janelas Verdes, com o seu destino escrito a luminosas letras amarelas no &lt;em&gt;display&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cemitério da Ajuda&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Pergunta: como não ser pessimista, quando até os autocarros públicos conduzem ao cemitério..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Campos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108346463588721549?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108346463588721549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108346463588721549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108346463588721549' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6873467.post-108337696810583460</id><published>2004-04-30T18:56:00.000-07:00</published><updated>2004-04-30T19:10:35.590-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Depois de escrever isto, leio...&lt;br /&gt;Porque escrevi isto?&lt;br /&gt;Onde fui buscar isto?&lt;br /&gt;De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu..."&lt;br /&gt;                                                               &lt;em&gt;Álvaro de Campos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M.S. e J.C.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6873467-108337696810583460?l=miradouro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108337696810583460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6873467/posts/default/108337696810583460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miradouro.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108337696810583460' title=''/><author><name>Miguel Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
